quarta-feira, 19 de março de 2014

História do bairro bixiga

Em relação a sua fundação, origem, não se sabe ao certo como ocorreu, pois existem algumas hipóteses das quais são dignas de valêcia, que são:

-Houve uma época em
São Paulo que teve muitos surtos de varíola ,(ou bexiga, como era conhecida a doença) e naquela época quem fosse portador de varíola era confinados em isolamento. E com medo de ser aprisionado eles fugiam e se escondiam  em uma  Chácara que ficou conhecida como chácara do Bexiga. Ali foi gerando um grande contingente populacional , se transformando hoje no atual bairro Bixiga. Com o intuito de afastar o sentido pejorativo do apelido dado ao bairro, seus moradores passaram a mudar a grafia de Bexiga para Bixiga e também por ser um jeito mais coloquial de se falar.

-É que o nome seria oriundo de um matadouro, que existia na Rua Santo Amaro, inaugurado em 1773, que vendia bexigas de bois e de porcos. Essas bexigas serviam para muitas coisas na época, inclusive brincadeira de crianças.



3º-Nos anos 1820 um homem conhecido como Antônio Bexiga, por causa de suas cicatrizes de varíola,comprou as terras, o que é a explicação para o nome do bairro. Por volta de 1870 Antônio José Leite Braga decidiu lotear parte de seu terreno. Assim em 23 de junho de 1878, o jornal Província de São Paulo anunciava na primeira página “Vendo por propostas todas as matas dos terrenos do Bexiga pertencentes a A. J.L.Braga e Companhia”. O loteamento já estava anunciado e foi inaugurado em 1 de outubro do mesmo ano, com a presença do imperador Pedro II. Por conta das ruas relembrarem o aspecto da Itália (estreitas e inclinadas) e os lotes serem pequenos e baratos, os grandes interessados foram os  italianos, pobres e recém-chegados ao Brasil, a maior parte deles vindos da Calábria, que não se interessavam por dirigir-se aos cafezais do interior do estado.



Imigrantes que formaram o bairro

Primeiramente é necessário entender o que impulsionou os italianos a migrarem para o Brasil.
Isso aconteceu pelo forte pensamento capitalista em que os pequenos comerciantes não conseguiam se sustentar, ou, muito menos competir com os grandes proprietários, sem razões ou forças para poder competir, decidiram se aventurar em outros países como: Brasil, EUA, etc.
O bairro do Bixiga (Bela Vista), situado em São Paulo, é compreendido atualmente como um dos maiores bairros do estado. Formado por imigrantes italianos, ganhou grande importância na cidade, possui fortemente os traços religiosos, e culturais de seus respectivos imigrantes.
O primeiro registro de ocupação da área é por volta de 1559, pelo português Antônio Pinto, que veio ter uma chácara chamada: Chácara das Jabuticabeiras, por causa do grande número de árvores desta espécie. Nos anos de 1820 um homem chamado Antônio Bexiga (chamado assim; por causa de suas cicatrizes de varíola, como era conhecida a doença na época), comprou as terras, e há quem diga que por isto o nome do bairro.
Por volta de 1870, Antônio Bexiga resolveu lotear parte de sua chácara, o local começou a ser povoado pelos os imigrantes italianos pobres recém-chegados ao Brasil, a partir de então o bairro começou a assumir as características de seus moradores, que permanece até hoje. Semelhante as aldeias da Itália, o Bixiga tem suas ruas estreitas e ladeiras, onde se encontra hoje muitas cantinas, quitandas, sapatarias e lojas de artesanato.

Em virtude desse fluxo de imigrantes, a população da cidade de São Paulo passaria de cerca de 30 mil habitantes em 1872 para 230 mil em 1900.

Antes e depois de alguns pontos turísticos do bairro

Palacete do Conde Alexandre Siciliano

Em 1911

Em 2014- No prédio construído no lugar do palacete hoje funciona entre outras empresas a Rádio Jovem Pan.


Cine Rex / Teatro Zaccaro

Em 1940


Em 2014 



Escadaria Bixiga


Antigamente


Em 2014



Dificuldade Social


Muitas de suas construções originais, praças históricas, ruas e calçadas precisam ser restauradas. O aumento do consumo de drogas e a violência na região são outro problema, que também afasta os visitantes.Sem falar no mau estado dos cortiços, que compromete a qualidade de vida dos seus moradores. Encontramos também pessoas morando nas ruas, embaixo de viadutos e pontes. Nestes locais, as pessoas possuem uma condição inadequada de vida, passando por muitas dificuldades. A recuperação das fachadas e calçadas e a aplicação da lei Moura, que obriga os donos dos cortiços a garantir condições de moradia adequadas, são algumas das ações previstas.


As 10 principais metas do Plano de Bairro Bela Vista
1. Reconstruir a praça 14 Bis
2. Implementar o “Corredor Gastronômico”.
3. Construir espaços para a prática de esportes e lazer nos espaços ociosos.
4. Transformar os baixos de viaduto em clubes-escola para incentivar empreendedorismo, cultura, educação e integração comunitária.
5. Melhorar a iluminação das ruas.
6. Promover educação ambiental e aumentar a reciclagem de lixo no bairro, por meio da articulação de cooperativas de catadores e implementação de centros de triagem.
7. Melhorar a infraestrutura, a qualidade e o acesso aos serviços públicos de saúde.
8. Promover ações de assistência, saúde e inclusão social dos moradores de rua.
9. Transformar prédios abandonados em moradias sociais.
10. Melhorar a mobilidade urbana com reformas das calçadas e criação de ciclovias que conectem espaços de cultura e lazer.
*Desemprego
*Poluição
*Saúde
*Educação
*Desigualdade social


Curiosidades

·   ·         Dentro de seus limites estão localizadas algumas das mais importantes atrações paulistanas – como o lendário bairro do Bixiga, com suas cantinasteatros e festas populares, e o Museu de Arte de São Paulo. Abriga também a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, referência no ensino de administração de empresas no Brasil;

   ·       O romance Anarquistas, Graças a Deus de Zélia Gattai, se passa no bairro assim como parte do enredo de um popular livro infanto-juvenil intitulado, "O Mistério do Cinco Estrelas";

   ·   O tradicional bairro do Bixiga também foi uma fonte de inspiração. Ele aparece no “Samba no Bixiga”. O cantor Adoniran, que era filho de imigrantes italianos, frequentava várias cantinas da região. Tanto é que em uma das cantinas que o cantor freqüentava ainda há muitas fotos decorando o local.
 

terça-feira, 18 de março de 2014

Pontos Turísticos

Vila Itororó
Uma das construções mais extravagantes da cidade, a Vila Itororó, na Rua Martiniano de Carvalho, é um símbolo do Bixiga imigrante. Construída pelo tecelão português Francisco de Castro em 1922, ficou conhecida, já na época, como Casa Surrealista. Seu proprietário, além de trabalhar com tecidos, tinha conhecimentos nas áreas de engenharia e arquitetura, e os utilizou de forma inédita na construção do exótico casarão de quatro andares e 37 casas ao redor, ocupando uma área de 4,5 mil metros quadrados, que constituíram a primeira vila de São Paulo. Alguns de seus ornamentos construtivos vieram do teatro São José, e a Vila Itororó foi a primeira residência particular da cidade a ter uma piscina, aproveitando a nascente do riacho do Vale do Itororó, que dá nome ao local. Mais tarde, a Vila Itororó foi leiloada para cobrir dívidas do tecelão e acabou arrematada pela Santa Casa de Indaiatuba, que a alugou para outras pessoas. Apesar de tombado pelo conselho municipal de patrimônio histórico, a Vila Itororó já foi um dos vários cortiços deteriorados do Bixiga. Após desocupação abriga provisoriamente o conselho tutelar. A intenção da Prefeitura é transformá-la em um polo cultural.


Escadaria 
Ao lado da Praça Dom Orione, fica a escadaria que une a parte baixa do bairro à alta, na Rua dos Ingleses, dando acesso por um lado ao Museu dos Óculos, Museu Memória do Bixiga e Teatro Ruth Escobar, e do outro às famosas cantinas italianas e feira de antiguidades. A escadaria já foi palco de muitos filmes e peças publicitárias como o filme de Mazzaropi que gravou filmes no local. 


Casa da dona Yayá 
O imóvel, que foi uma das primeiras chácaras do Bixiga, tornou-se propriedade de dona Sebastiana de Melo Freire em 1925, órfã rica que apresentou sinais de demência e viveu o resto dos seus dias no sanatório particular ali construído pelos seus tutores. Nessa época, o Bixiga eram campos nos "arredores" de São Paulo". Pertence ao patrimônio da USP desde 1972, e hoje sedia a Comissão do Patrimônio Cultura da USP, que o transformou em um centro cultural principalmente musical, após cuidadosa restauração.

Arcos da Rua Jandaia 
Tombados pelo conselho municipal de patrimônio histórico como de preservação integral, a monumental obra na Rua Jandaia, sobre a 23 de Maio, o Muro dos Arcos foi descoberto quando a prefeitura demoliu as edificações que ali havia. Supõe-se que tenha sido construído no século XIX para proteção contra enchentes.

Teatro Oficina
Fundado em 1958, o Teatro Oficina instalou-se no edifício de número 520 da Rua Jaceguai em 1960, antes ainda do retaliamento do bairro do Bexiga pelo Minhocão. Tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal, Estadual e Nacional, o Oficina luta desde 1980 para impedir a verticalização do bairro. O atual prédio do Teatro Oficina foi concebido pela mesma arquiteta que desenhou o Masp, a italiana Lina Bo Bardi, e consiste em uma pista ladeada por galerias térreas e elevadas onde acomodam-se 350 pessoas, um vão de janela de aproximadamente 150 m², teto retrátil e fonte de água ao centro.

Museu do óculos
Casarão construído em 1918 na rua dos Ingleses, que abriga o Museu dos Óculos Gioconda Giannini, com acervo de 700 peças, entre peças que contam a história dos óculos, com modelos raros e antigos como uma coleção chinesa do século XVIII com estojo de escamas de peixes, além de outros itens que pertenceram a celebridades como Jô SoaresRegina DuarteElis Regina, dentre outros.
Festa de Nossa Senhora Achiropita 
A Festa de Nossa Senhora Achiropita, é realizada todos os anos durante os fins de semana de agosto. Comemorada desde 1926, originalmente por imigrantes italianos da região da Calábria, é hoje uma das festas mais tradicionais da capital paulistana. O evento conta com o trabalho de cerca de 900 funcionários, e toda a renda é revertida para obras sociais da paróquia. Segundo a organização, são consumidas onze toneladas de macarrão, cinco toneladas de mozarela e dez mil litros de vinho, entres outros produtos, para um público estimado em duzentas mil pessoas nos cinco fins de semana da festa. Entre outras curiosidades do evento, destacam-se a equipe das focaccias, com 130 pessoas, responsável por uma incrível produção.

Cantinas

No meio de tanta agitação espalham-se padarias, pizzarias e cantinas, como a C...Que Sabe!, na rua Rui Barbosa. No ambiente acolhedor, famílias falam e gesticulam animadamente enquanto saboreiam deliciosos pratos típicos ao som de um trio musical que passa de mesa em mesa apresentando canções italianas, incluindo a tarantela. Para completar, garçons derrubam as bandejas, causando um grande alvoroço genuinamente italiano. Conheça ainda a tradicional pizzaria Speranza, na rua Treze de Maio, que, desde 1958, conserva as velhas receitas de pizzas e massas, serve bons vinhos e ainda oferece saborosos e requisitados pães de linguiça.